Politicas e princípios
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NORMAS PESSOAIS

I - É extremamente importante que o adicto compreenda que as drogas o destruíram – não só a ele, física e psicologicamente – como também a todos os que o rodeavam.

Deverá então aceitar que nunca mais poderá consumir.

II - A integração com os restantes elementos da Comunidade é essencial.

Assim, o adicto reaprenderá as normas padrões imprescindíveis para um bom relacionamento em sociedade.

III - O esforço é igual a recompensa.

Assim, em tudo o que de bem realiza, o adicto deverá sentir que será para seu proveito e para proveito dos que o rodeiam, o que ajudará a fortalecer a sua personalidade.

IV - Todos aprendemos com os erros que cometemos e deles deveremos tirar uma grande lição, na certeza porém, que não deveremos reincidir.

V - Encarar a vida de frente, saber distinguir o certo do errado, ser responsável, dinâmico, honesto consigo mesmo e com os demais e, essencialmente, ter consciência dos nossos próprios limites e dos limites do próximo.

VI - Viver um dia de cada vez e intensamente, ter a noção que a ambição desmedida não é positiva.


REGULAMENTO INTERNO

1. È expressamente proibido o consumo de drogas ou álcool

2. Respeito entre todos os residentes da Comunidade

3. Cumprimento das normas e horários estipulados

4. Zelar pelo bom estado das instalações e seus utensílios

5. Desenvolver sentimentos positivos e praticá-los quotidianamente

6. Os contactos telefónicos familiares serão permitidos após os primeiros 15 dias de 

internamento. Qualquer contacto extra familiar, só será permitido com a respectiva 

autorização do responsável pelo internamento do utente.

7. Serão permitidas visitas familiares após um mês de estadia e de comum acordo com os responsáveis.

8. As saídas da comunidade serão sempre com um acompanhante

9. Não é permitida a posse de dinheiro pessoal

10. Não são permitidas relações sexuais ou contactos físicos de qualquer espécie.


REGULAMENTO DISCIPLINAR


Pontos 1, 2, 8, 10 →  Alta por expulsão

Pontos 3, 4, 5, 6, 7, 9   O utente permanecerá na comunidade sem pertencer a qualquer grupo de evolução. Assim que o seu arrependimento seja notório e que se verifique no mesmo vontade de cumprir, retomará o processo no grupo em que se encontrava quando cometeu a infracção.


REGIME DE COMUNICAÇÃO, VISITAS E SAÍDAS

A – CORRESPONDÊNCIA, ENCOMENDAS E DINHEIRO

O utente poderá receber, durante todo o percurso terapêutico, a correspondência e as encomendas que a família e os próximos considerarem oportuno enviar-lhe.

O dinheiro é depositado na caixa forte do centro para se evitarem perdas e roubos, havendo um registo de entradas e de despesas. 

B – CHAMADAS TELEFÓNICAS

Os contactos telefónicos familiares serão permitidos após os primeiros 15 dias de permanência na comunidade terapêutica. 

Qualquer outro contacto extra familiar, só será permitido com a respectiva autorização do responsável pelo internamento do utente.

As famílias poderão entrar em contacto telefónico directo com a equipa terapêutica, sempre que assim o desejarem, para o efeito de se manterem a par da evolução dos utentes.

O utente poderá receber uma chamada telefónica por semana, nos termos de um calendário e horário previamente definido pela equipa terapêutica.

C – VISITAS

O utente não poderá receber visitas no primeiro mês de internamento, (excepções a avaliar pela equipa terapêutica / família).

O utente poderá receber visitas periodicamente, por prévio acordo entre a equipa terapêutica e a família, estabelecendo-se a duração da visita.

D - SAÍDAS

Não se efectuarão saídas durante esta fase, com excepção de situações de força maior (sanitárias, judiciais, etc.) a avaliar pela equipa terapêutica.

As saídas, nesta fase, poderão efectuar-se por motivos terapêuticos, avaliadas pela equipa terapêutica, levando-se em consideração a necessidade de acompanhamento durante a saída, por um membro da equipa ou por uma pessoa designada por esta.

MOTIVOS DA TRANSFERÊNCIA

Os motivos serão devidamente justificados, com um relatório prévio da equipa técnica visado pela direcção da comunidade terapêutica.


A – INTERNAMENTO HOSPITALAR

Neste caso, o utente poderá reintegrar-se no programa terapêutico uma vez terminado o período de internamento necessário, procedendo-se a uma avaliação pela equipa multidisciplinar afim de lhe dar a orientação adequada.


B – INTERNAMENTO PRISIONAL PARA CUMPRIMENTO DE PENA

Neste caso, o utente poderá reintegrar-se no programa terapêutico uma vez terminado o período de internamento necessário, procedendo-se a uma avaliação pela equipa multidisciplinar afim de lhe dar a orientação adequada.


C – INTERNAMENTO PSIQUIÁTRICO

MOTIVOS DE EXPULSÃO

1.É expressamente proibido o consumo de drogas ou álcool

2.Desrespeito dos residentes e de colaboradores

3.Sair da Comunidade sem a presença de um acompanhante

4.Ter relações sexuais ou contactos físicos